O dedo em riste
Acenar com o dedo indicador: repreensão dos pais, feminilidade passivo-agressiva em outro lugar.
Significado
Direção do alvo : Repreensao ou aviso: dedo indicador levantado balancando horizontalmente significa "nao", "para", "voce errou". Uso historico parental/docente.
Significado interpretado : Na Franca, Belgica, Paises Baixos e America Latina hispanofona, o gesto e percebido como grosseiro e condescendente entre adultos -- mesmo com intencao neutra. Evoca uma relacao dominante/subordinado inaceitavel entre pares.
Geografia do mal-entendido
Ofensivo
- france
- belgium
- netherlands
- luxembourg
- mexico
- guatemala
- honduras
- nicaragua
- el-salvador
- costa-rica
- panama
- cuba
- dominican-republic
- puerto-rico
Neutro
- usa
- canada
Não documentado
- indigenous-peoples
- east-asia
- middle-east
- sub-saharan-africa
1. O gesto e seu significado esperado
Repreensão dos pais/adultos: advertência, repreensão, proibição. Biomecânica: dedo indicador levantado oscilando horizontalmente, expressão rígida. Codificado nos séculos XVII e XVIII (educação monástica). Significado: correção dos pais, autoridade sancionadora. Gênero moderno: associado à feminilidade, à disciplina de nutrição.
2. Onde as coisas dão errado: a geografia do mal-entendido
Pode parecer pedante, emasculante ou ofensivo para os homens em outros lugares. Na França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, México, Guatemala, Honduras, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Cuba, República Dominicana, Porto Rico: gesto normal dos pais. Nos EUA, Canadá, Leste Asiático: o gesto pode parecer infantilizante, principalmente para adultos, ou sexualmente negativo.
3. Antecedentes históricos
Codificação: educação monástica do século xiie-xiiie. Gênese progressiva: associação da feminilidade e da maternidade no século XIX. Ekman (1975) a analisa como um emblema de autoridade pedagógica, não muito universal.
4 Incidentes famosos documentados
Novembro de 2008: Mãe francesa em um vídeo sobre educação de filhos usa o balançar de dedos; o vídeo circula nas redes americanas; comentários negativos "educação antiquada" (comentários no YouTube). Fevereiro de 2014: Professor americano no Japão usa gestos disciplinares; pais japoneses protestam por considerá-los "agressivos demais"; a escola solicita que os gestos parem. Setembro de 2010: Político alemão usa gestos durante debate na TV; comentários sexistas "matriarcais" (comentário do Bild-Zeitung).
5. Recomendações práticas
O que fazer: (1) Somente em um contexto parental, use com expressão benevolente; (2) Em um contexto profissional, dê preferência somente à fala verbal; (3) Observe as reações antes da repetição. O que não fazer: (1) Nunca usar com adultos em um contexto profissional; (2) Não combinar sarcasmo com um sorriso zombeteiro; (3) Não usar em um contexto anglo-saxão formal. Alternativas: Comunicação verbal clara, pausa para silêncio, gesto suave de mão aberta.
Origens históricas
Codificação da educação monástica europeia do século xiie-xiiie. Gênero progressivo: associação da feminilidade e da maternidade no século XIX. Ekman (1975) o analisa como um emblema de autoridade pedagógica, não muito universal. Morris (1979) o documenta como um emblema regional franco-mediterrâneo estável. Uso moderno em contextos formais de pais/escola, menos em contextos igualitários do norte da Europa/América.
Recomendações práticas
Para fazer
- - Rechercher en amont codes gestuels - Observer gestes locuteurs natifs - Demander clarification si doute - Maintenir posture neutre
O que evitar
- - Ne pas projeter codes propres - Ne pas ignorer signaux malaise - Ne pas utiliser formellement sans certitude - Ne pas supposer intention
Alternativas neutras
- Dar prioridade à comunicação verbal
- Usar gestos universais
- Solicitar convenções no contexto
Fontes
- Manwatching: A Field Guide to Human Behaviour
- Gestures: Their Origins and Distribution
- Gestures: The Do's and Taboos of Body Language Around the World
- Gesture: Visible Action as Utterance
- Field Guide to Gestures